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Macedo, J. - O Papel do Psicólogo na Mudança das Organizações
Echenique, M. - O Papel Paterno na Organização da Identidade
Fassa, B., Echenique, M. - Observação Fenomenológica de Rituais Indígenas do Alto-Xingu - O Psicodrama "In Natura"
Echenique, M. - Psicodrama no Combate ao Stress
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Rua Rafael Saadi, 142
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Cursos IDH • Psicodrama
Curso de Especialização e Formação em Sociopsicodrama
Curso dividido em dois eixos, Psicodrama Terapêutico - para psicólogos e médicos, e Psicodrama sócio-educacional e organizacional – para quaisquer profissionais. Com atividades teórico-práticas embasadas na filosofia, teoria e prática propostas por Jacob Levy Moreno, tem como objetivo promover e exercitar a postura, o pensamento e a prática psicodramática, podendo se aplicar nas áreas de:
- Saúde: pública, hospitalar e clínica (psicoterapia individual e grupal)
- Educação: comunitária, escolar, empresarial e orientação vocacional
- Organizações: recursos humanos, consultorias, terceiro setor
O curso fornece certificado de Especialista pelo MEC, em convênio com a IMED - Faculdade Meridional de Passo Fundo e segue as normas da FEBRAP - Federação Brasileira de Psicodrama, à qual o IDH é filiado.
Aulas em um fim de semana por mês, às 6ªs feiras, das 16 às 22 horas, aos
sábados, das 9 às 19 horas, e no domingo, das 9 às 13 horas. O horário é
distribuído em terapia, vivências, processamento teórico das vivências,
seminário e supervisão, considerando-se as atividades de cada aluno em sua
área de atuação.
- Inscrições: Rua Rafael Saadi, 142 - Menino Deus - Porto Alegre RS.
- Início da próxima turma: 31 de março de 2012.
O que é Psicodrama
O Psicodrama é um método de investigação e transformação psico-social mediante a ação. Drama
significa ação
em grego.
É uma forma de trabalhar as relações interpessoais ou as questões subjetivas de um indivíduo, de maneira terapêutica, pedagógica e investigativa.
Seu campo de ação é a intersecção entre o individual e o social, pois focaliza o indivíduo no exercício das suas relações. O Eu nunca poderá encontrar-se através de si mesmo, só poderá encontrar-se através de um outro, do Tu.
Criado por Jacob Levy Moreno (1889–1974), psiquiatra romeno radicado nos Estados Unidos, pode ser utilizado em diferentes contextos para auxiliar as pessoas a resolver conflitos e melhorar relacionamentos.
O foco a ser trabalhado é evocado por sentimentos, lembranças ou histórias do cotidiano. Após a definição do tema emergente, os profissionais especialistas coordenam e ajudam tecnicamente o desenvolvimento das cenas, que podem envolver a vida real, o mundo da fantasia ou o mundo interno, experiências já vividas ou expectativas em relação ao futuro. No aqui e agora das dramatizações, os recursos de ação garantem o nível de envolvimento e o afloramento de emoções profundas, na busca de soluções existenciais criativas e adequadas.
Se o trabalho for individual, trabalha-se com representações da subjetividade e do mundo relacional do protagonista. Se for grupal, todos participam da construção coletiva que reflete a realidade grupal.
O Psicodrama é facilitador da manifestação das idéias, dos conflitos sobre um tema, dos dilemas morais, impedimentos e possibilidades de expressão em determinada situação. Fundamentado na teoria do momento e no princípio da espontaneidade, promove a participação livre de todos e estimula a criatividade na produção dramática e na catarse ativa.
Finaliza-se com o compartilhamento das emoções e com os comentários, inicialmente dos participantes da cena e depois do grande grupo, identificando-se cada um com a realidade que acaba de ser vivenciada.
O principal objetivo da ação dramática é favorecer aos membros do grupo a descoberta da riqueza inerente a todo ser humano.
Sua prática é fundamentada na Teoria dos Papéis e na Teoria da Espontaneidade.
As pessoas se relacionam, sempre, a partir de papéis. Ao nascer, a criança se insere em uma família, que é a sua Matriz de Identidade. Essa matriz lhe oferece um conjunto de papéis e contra-papéis que caracterizam seu contexto psico-social e cujo exercício constroi suas experiências de vida.
Espontaneidade é a capacidade que o homem tem de superar os desafios de sua vida de maneira original, pelo uso da energia criativa, ajustada à necessidade do momento, em contraposição à conserva cultural, isto é, ao uso de respostas já testadas que se repetem sempre iguais. Ainda que inerente ao ser humano, a espontaneidade pode ser bloqueada pelos desequilíbrios emocionais que decorrem do próprio viver no mundo.
A transformação buscada é o incremento da espontaneidade/criatividade e a multiplicação e flexibilização dos papéis (objetivos que são correlatos e interdependentes, ou seja, quando um aumenta, o outro cresce, e vice-versa).
O contexto psicodramático cria um ambiente de aceitação e segurança onde ocorrem situações em campo relaxado e clima lúdico, que permitem um crescimento gradativo do fluxo da espontaneidade e enriquecimento do exercício de papéis, ao mesmo tempo expressão e construção da subjetividade.
Com sucessivas dramatizações, surgem novos papéis mais operacionais e, portanto, formas mais adequadas de relacionamento. O indivíduo desenvolve a flexibilidade, tornando-se cada vez mais original, livre e criativo.
No trabalho com o social, o Sociopsicodrama promove a expressão da realidade implícita nas relações. A ação dramática serve como estímulo para investigação e reflexão sobre determinados temas, promovendo a percepção e o reconhecimento das diferenças e dos conflitos e facilitando a busca de alternativas que contribuam para a resolução do que é revelado, expandindo os recursos disponíveis.
A transformação social e o trabalho com a comunidade era o grande sonho de Moreno e no Brasil esta abordagem com enfoque social está crescendo muito, sendo amplamente utilizada, tanto na educação, como nas empresas, nos hospitais, na clínica, nas comunidades e nas organizações em geral.
- Aplicações do Psicodrama:
- Como psicoterapia processual, sistematizada, grupal e individual
- Como método de diagnóstico clínico
- Como psicoterapia breve
- Como
ato terapêutico
: vivências, psicodrama público, workshops, sessões abertas, jornal vivo, psicoterapia de sensibilização e mobilização sociodinâmica - Como estudo diagnóstico e terapêutico de grupos sociais amplos: comunidades, grupos étnicos, clubes, escolas e associações de todo o tipo
- Como estudo diagnóstico e terapêutico de grupos sociais configurados: prisões, reformatórios, conventos, asilos, etc.
- Como estudo diagnóstico e terapêutico de Instituições, nos seus aspectos burocráticos e funcionais
- Como processo pedagógico e metodologia de ensino
- Como processo de aperfeiçoamento das relações humanas em casa, na escola, no trabalho e na convivência social
- Como processo de treinamento de lideranças grupais e comunitárias
- Como processo de pesquisa no campo da assistência e do trabalho social
- Como processo de treinamento criativo de pessoal e de equipes profissionais (role playing).
Quem foi Moreno?
Jacob Levy Moreno, o criador do Psicodrama, nasceu em 1889, na cidade de Bucareste, na Romênia. Era de origem judaica (sefaradim). Sua família veio da península ibérica e radicou-se na Romênia na época da Inquisição.
Aos cinco anos de idade mudou-se com a família para Viena.
Ainda estudante de medicina, ele ia aos jardins de Viena e criava jogos de improviso com as crianças, favorecendo-lhes a espontaneidade, e, no ano de 1914, realizou um trabalho com prostitutas vienenses através do qual, utilizando técnicas grupais, conscientizou-as de sua condição, o que proporcionou que organizassem uma espécie de sindicato. Por ocasião da Primeira Guerra Mundial, trabalhou com refugiados tiroleses, promovendo soluções coletivas para seus conflitos e facilitando sua recuperação psicológica.
Formou-se em medicina em 1917.
Interessou-se pelo Teatro onde, segundo ele, "existiam possibilidades ilimitadas para a investigação da espontaneidade no plano experimental". Fundou, em 1921, o Teatro Vienense da Espontaneidade, experiência que constituiu a base de suas idéias da Psicoterapia de Grupo e do Psicodrama.
A proposta do Teatro da Espontaneidade era de criar uma representação espontânea, sem texto pronto e decorado, com os atores criando no momento e assim relacionando-se com a platéia. A partir daí, ele criou o "jornal vivo", em que dramatizava as notícias do jornal diário junto com o grupo participante, lançando naquele momento as raízes do Sociodrama.
Ao trabalhar com os pacientes do hospital psiquiátrico, usando o "Teatro da Espontaneidade", criou o Teatro Terapêutico, que depois foi chamado "Psicodrama Terapêutico".
Em 1925 emigrou para os EUA. Dois anos depois fez a primeira apresentação do Psicodrama fora da Europa.
Em 1931 introduziu o termo Psicoterapia de Grupo e este ficou sendo considerado o ano verdadeiro do início da Psicoterapia de Grupo científica, embora as fundamentações e experiências tenham iniciado em Viena.
Moreno morreu em Beacon, em 1974, aos 85 anos de idade e pediu que em sua sepultura fossem gravadas as seguintes palavras:
“Aqui jaz aquele que abriu as portas da Psiquiatria à alegria.”
| Disciplina | Ementa |
|---|---|
| Teoria I - Bases históricas e filosóficas do Sociopsicodrama | Origens e história do Sociopsicodrama na Europa, nos EE.UU. e no Brasil; bases filosóficas, biografia de J. L. Moreno. |
| Teoria II - Fundamentos teóricos do Sociopsicodrama | Fundamentos teóricos do Sociopsicodrama e visão moreniana do homem e da sociedade. |
| Teoria III - O Projeto Socionômico | Articulação teórica entre os três pilares da Socionomia: Sociodinâmica, Sociometria e Sociatria. |
| Metodologia da Ação Sociopsicodramática I | Elementos básicos da sociopsicodramatização e a terminologia específica. |
| Metodologia da Ação Sociopsicodramática II | Papéis de Diretor e Ego-Auxiliar, a constituição da Unidade Funcional, enfocando a condução das dramatizações. |
| Metodologia da Ação Sociopsicodramática III | Conhecimentos teóricos, práticos e vivenciais da Sociometria. |
| Jogos Dramáticos | Jogos para trabalhar a dinâmica das relações na clínica e nas organizações: escola, empresas, comunidades. |
| Metodologia de Pesquisa Científica | Conhecer, refletir, desenvolver conhecimentos sobre metodologias para trabalhos científicos. |
| Sociopsicodrama Organizacional I e II | Trabalho sociopsicodramático nas organizações. |
| Sociopsicodrama Pedagógico | Trabalho sociopsicodramático na educação. |
| Coaching com Psicodrama | Desenvolvimento de papéis profissionais com técnicas psicodramáticas. |
| Seminário e Orientação de Monografia | Produzir e escrever monografia e/ou artigo científico segundo as normas que regem a produção científica atual. |
| Supervisão I | Supervisão e processamento do trabalho realizado pelos alunos em suas diferentes áreas profissionais: primeiras entrevistas e contrato de trabalho. |
| Supervisão II | Supervisão e processamento do trabalho dos alunos em suas diferentes áreas profissionais: treinamento de papel – ego-auxiliar e diretor; critérios para montar o grupo, etapas, integração, coesão. |
| Supervisão III | Supervisão e processamento do trabalho realizado pelos alunos em suas diferentes áreas profissionais: Estados emergenciais percebidos, identificados e trabalhados no grupo. |
Curso de Informação e de Divulgação do Psicodrama
Curso realizado por solicitação de grupos e/ou in company.